quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PROFISSÃO: ACOMPANHANTE








                            Eles são jovens, de corpo bem cuidado, andam com roupas de grife e estão sempre se divertindo nas baladas. Eles são acompanhantes. O nome pode mudar de acordo com o lugar em que se encontram - acompanhantes, garotos de programa, michês, escorts - mas o trabalho é sempre o mesmo, proporcionar prazer em troca de pagamento. A profissão de garoto de programa já foi uma profissão muito arriscada, por ser exercida nas ruas e oferecida a pessoas desconhecidas que iam aos pontos de prostituição a procura de um pouco de prazer sexual, hoje ela se tornou um negócio bem organizado e muito lucrativo. A idade desses garotos varia muito, mas geralmente eles começam muito cedo, aos dezoito ou dezenove anos. Quando perguntados sobre o por quê de terem escolhido essa profissão, a maioria diz que começou por necessidade, quando perguntados se pretendem abandoná-la, a maioria diz que sim, mas num futuro bem distante, quando tiverem alcançado seus objetivos. Os objetivos, nesse caso, podem ser conseguir juntar uma boa quantia em dinheiro, pagar os estudos na faculdade ou, simplesmente, continuar a ganhar um dinheiro que eles nunca ganhariam em um trabalho considerado "normal". A prostituição tem aumentado muito, principalmente na Europa onde a crise impede as pessoas de conseguirem um trabalho aceito pela sociedade, e essa é uma área onde clientes nunca faltam.
               A prostituição feminina sempre esteve muito presente em todos os países, é uma das mais antigas profissões e está registrada até na bíblia sagrada, mas nos últimos tempos os escorts ou acompanhantes masculinos têm ocupado lugar de destaque na sociedade. Na Europa muitos jovens brasileiros acabam se prostituindo por não encontrarem saída para pagar as dívidas, para sobreviverem ou, simplesmente, para manterem um padrão de vida que eles esperavam encontrar quando foram viver em outro país. O preconceito deixa de existir rapidamente quando esses jovens descobrem que podem ganhar muito dinheiro usando o corpo para dar prazer aos clientes. A maioria deles não escolhe sexo e atende tanto homens quanto mulheres e quase todos prometem levar os clientes ao paraíso, seja de que forma for, ou seja, os clientes podem ser sexualmente ativos ou passivos, de qualquer forma terão seus desejos realizados. Os clientes, por sua vez, são maioritariamente homens mais velhos, casados, que procuram relações discretas com homens desconhecidos. O facto de pagarem por essas experiências garante a esses homens além do prazer garantido e dos desejos realizados, uma discrição que os deixa muito mais seguros de que não serão descobertos pelas esposas ou por pessoas conhecidas. Hoje o grande negócio da prostituição, masculina ou feminina, exige dos profissionais dessa área um grande investimento, pois eles querem se cuidar cada vez mais, estar com o corpo em forma e muitos investem em educação, aprendendo uma nova língua, ou mais de uma, tudo pela qualidade do atendimento aos clientes, que muitas vezes são empresários muito ricos que procuram uma pessoa culta, inteligente e bonita para acompanhá-los em jantares, festas e viagens, naturalmente, pagam um bom dinheiro pra ter esse serviço de acompanhamento personalizado. Naturalmente a família e amigos da maioria desses rapazes não sabem o que eles fazem e viver uma vida dupla, certamente, é um dos grandes inconvenientes dessa profissão, entretanto, qualquer um deles diria que os benefícios compensam o sacrifício de viver clandestinamente, nenhum outro trabalho daria tanto dinheiro em tão pouco tempo, porém, é óbvio que muitos se deixam levar pela euforia e acabam por se entregar às drogas e às farras infindáveis, "queimando" rapidamente o que conseguiram ganhar. Os escorts ou acompanhantes, atualmente, falam mais abertamente das suas atividades, dizem não se arrependerem do que fazem e são mais conscientes dos riscos, sobretudo, quando o assunto é prevenção, geralmente, eles exigem o uso dos preservativos nas relações e se resguardam mais, atendendo somente em privado, em hotéis ou em residências, já não são os garotos que ficavam nas esquinas e atendiam em becos, muitos deles têm um apartamento privado confortável e agradável para atender os clientes e prestarem um serviço de qualidade. O facto é que a sociedade jamais encarará esse tipo de trabalho como algo normal, existe o preconceito e a discriminação, eles sempre serão vistos como pessoas que preferem a vida fácil a um trabalho de verdade, mas é facto também que essa vida não deve ter nada de fácil, os escorts se deparam com todo tipo de pessoas e situações, muitas delas bizarras, além de serem obrigados a estar sempre disponíveis para atenderem às chamadas dos clientes e de terem que se virar para ocultar a vida que levam. Não podemos afirmar que essa é a escolha certa, não podemos dizer que eles não tinham outra escolha e por isso escolheram essa vida, nem sequer podemos afirmar que eles deveriam ter escolhido outra vida, o mais importante é não julgarmos e muito menos condenarmos aquilo que não conhecemos, os nossos pecados não são menores do que os pecados dos outros, são apenas diferentes, portanto, dizer se essa é uma prática condenável ou aceitável não cabe a nós que a vemos por fora, pois, a verdade é que os escorts não existiriam se não houvessem pessoas dispostas a pagar por seus serviços. Certo ou errado, não podemos dizer, a única coisa que podemos afirmar, com certeza, é que o sexo sempre foi e sempre será um negócio muito lucrativo e muito polêmico.



 


 


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